A Física da Coisa — parte 2

onda

Hello everybody!

Eis me aqui novamente, cheia de ânimo, para te contar a segunda experiência que a jornalista Lynne Mactaggart elencou como um dos fundamentos da Ciência da Intenção. Pode parecer esquisito a gente pensar que “intenção” pode ser uma Ciência, mas logo essa estranheza de desfaz se pensarmos que uma “ciência”é um conhecimento, um modo de fazer as coisas que obedece a um modelo, um modus operandi que é o método científico. Isso nós já vimos lá em um dos primeiros posts desse site, lembra? Senão,  forneço a colinha aqui.

Retomando um pouquinho, lembra do princípio da não-localidade das partículas e átomos? De forma ultra-mega simplificada, seria aquela “força estranha” que faz com que as partículas se comportem como as “gêmeas telepáticas”, lembra disso?

Pois bem. É preciso que se diga que os físicos modernos até aceitam hoje a não-localidade como uma função dada pelo “mundo quântico”. Eles se consolam, afirmando que essa estranha propriedade  “contra-intuitiva” do universo subatômico não se aplica a qualquer coisa maior que um fóton ou um elétron. Para eles, quando se chega ao nível de átomos e moléculas, que no mundo da Física são considerados “macroscópicos”, o Universo se comportaria novamente conforme as previsíveis e bem mensuráveis Leis Newtonianas.

Então você imagina o “auê” que a lasquinha de cristal do Rosenbaum e da sua aluna de pós-graduação causou entre aqueles físicos, não? Simplesmente eles chacoalharam e muito as bases do Universo Newtoniano, demonstrando que coisas grandes como átomos também estão não-localizadamente conectados, mesmo em matérias grandes o suficiente para pegarmos com a mão.

O laboratório do Instituto de Física Experimental (Institute for Experimental Physics), da Universidade de Viena, foi o precursor de algumas das mais exóticas investigações da natureza das propriedades quânticas. Anton Zeilinger, físico quântico premiado, estava na época profundamente insatisfeito com as explicações científicas sobre a natureza das coisas. Ele propôs aos seus alunos o desafio de encontrar uma melhor solução para algumas questões.
Assim, em uma experiência mirabolante, Zeilinger e sua equipe emaranharam um par de fótons retirados do fundo do rio Danúbio. Eles então montaram, em fibra de vidro, um “canal quântico” que atravessava o leito do Danúbio, margem à margem. No laboratório, Zeilinger deu aos fótons os nomes “Alice e Bob”, e quando precisavam de um terceiro fóton, incluíam uma “Carol” ou um “Charlie”. Bonitinho ele, não?

Pois bem. Os fótons ficaram separados do rio — a 600 metros de distância — e bem longe uns dos outros. Alice e Bob permaneceram em conexão não-localizada, ou sejam, viraram “gêmeos telepáticos” mesmo nessas condições! Zeilinger ficou animado, mas queria mais. E foi então que implementou a experiência-chave, que vai acabar fundamentando a Ciência da Intenção.

A questão para Zeilinger era a seguinte: ele se perguntava se os objetos — ou seja, as coisas do mundo — e não apenas as partículas subatômicas que os compunham, existiriam nesse estado impreciso, indeterminado como um “vespeiro” ou gelatina amorfa. Para investigar essa questão, Zeilinger utilizou um equipamento chamado Interferômetro Talbot Lau, que tinha sido desenvolvido por alguns de seus colegas no MIT, que nada mais era do que uma variação do famoso estudo da dupla-fenda de Thomas Young, físico britânico do século XIX (veja a experiência nesse videozinho aqui). Mas eu vou contar: o experimento de Young, em um primeiro momento, era fazer um facho de luz pura passar através de uma fenda, numa folha de papelão; em um segundo momento, o facho de luz passava através de duas fendas paralelas em outra tela, atingindo uma terceira tela inteiriça, sem fendas (como você assistiu lá no videozinho).

Porém, no experimento das fendas adaptado por Zeilinger, eles usaram moléculas em vez de partículas subatômicas. Assim, o Interferômetro continha um conjunto de fendas na primeira tela e uma grade de fendas idênticas paralelas na segunda tela. O objetivo era desviar (ou defletir) as moléculas que passassem por ali. A terceira grade, em posição perpendicular ao facho de moléculas, tinha a função de tela de leitura, com a capacidade de calcular o tamanho das ondas de cada molécula que passava pelas fendas, por meio de um detector a laser altamente sensível para localizar as posições das moléculas e seus padrões de interferência.
Para o experimento inicial, Zeilinger e sua equipe selecionaram cuidadosamente um lote
de moléculas de fulereno, ou “buckyballs“, composto por sessenta átomos de carbono.
Medindo um nanômetro cada uma, essas moléculas são os gigantes do mundo molecular. Assim, o fulereno foi escolhido não só pelo tamanho, mas também pela sua forma bem alinhada, como uma minúscula bola de futebol.
Foi uma operação delicada, na qual a equipe de Zeilinger precisava trabalhar com a temperatura exata, pois um mínimo de aquecimento a mais e as moléculas se desintegrariam. Zeilinger aqueceu as moléculas de fulereno a 900 mil graus para criar um facho molecular intenso e disparou o facho pelas fendas da primeira tela. Em seguida, o facho de moléculas passou pela segunda tela e depois formou um padrão na tela final.

O resultado era inequívoco. Cada molécula exibia a capacidade de criar padrões de interferência consigo mesma. Ou seja, algumas das maiores unidades de matéria física não tinham ainda se “localizado” em seu estado final. Assim como ocorrera com as partículas subatômicas, essas moléculas gigantescas ainda não tinham se estabilizado em alguma coisa aparentemente “real”.
Essa equipe ainda trabalhou com outras moléculas com o dobro do tamanho e com
formas estranhas, a fim de verificar se moléculas geometricamente assimétricas também
demonstravam as mesmas “propriedades mágicas”. Selecionaram o gigantesco carbono
fluorado – moléculas de forma oblonga com setenta átomos de carbono – e também a tetrafenilporfirina, um derivado do corante natural presente na clorofila, que tem a forma achatada como uma panqueca. Com mais de cem átomos por unidade, essas duas entidades figuram entre as maiores moléculas do planeta. E cada uma criou um padrão de interferência consigo mesma.
Conclusão: a equipe de Zeilinger demonstrou repetidamente que as moléculas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, permanecendo em estado de superposição até mesmo nesse nível de grandeza.
Ou seja,  eles provaram o que a gente já adivinhava: que os maiores componentes da matéria física e das coisas vivas existem em estado maleável.
Isso é extremamente emocionante, você não acha?

O trabalho de Zeilinger e de sua equipe demonstrou que matéria, grande ou pequena, não é uma coisa sólida e estável, nem algo que se comporta necessariamente de acordo com as leis de Newton. As moléculas precisam de uma influência para deixá-las num estado mais estável de existência.
Essa foi a segunda evidência de que as propriedades peculiares da física quântica ocorrem, não simplesmente em nível quântico de partículas subatômicas, mas também no mundo da matéria visível.

As moléculas existem também num estado de puro potencial e não numa realidade final. Sob certas circunstâncias, elas fogem às regras da força Newtonianas e apresentam efeitos quânticos de não-localidade.

E mais: o fato de que algo grande como uma molécula pode se tornar emaranhada sugere que não existem dois manuais, um da “física que rege aquilo que é grande” e outro da “física que rege aquilo que é pequeno”, mas um único livro para tudo na vida.

Esses dois experimentos, para Mctaggart, contêm a chave da “Ciência da Intenção” porque demonstraram como os pensamentos podem afetar a matéria sólida, acabada. Essas demonstrações indicam que o efeito do observador ocorre, não apenas no mundo das partículas quânticas, mas também no mundo da vida cotidiana.

Outra implicação muito importante que podemos depreender a partir dessas experiências: não podemos mais ver as coisas existindo por si mesmas e em si mesmas, mas, como uma partícula quântica, que existem somente em relação às outras partículas.

Isso seria a “cocriação”, verdadeiramente, ou seja: nós criamos, seja em conjunto, seja individualmente, mas sempre em relação ao que “existe” de forma mais estável e ao que pode vir a existir, ainda em estado de vibração.

A observação, a consideração ou o pensamento sobre os elementos do nosso mundo pode contribuir para determinar seu estado final, o que indica que temos sim a probabilidade de influenciar todas as coisas grandes à nossa volta. Quando entramos numa sala cheia de gente, quando nos ocupamos com nossos parceiros e com nossos filhos, quando contemplamos o céu, estamos criando e influenciando a criação de outros a todo momento.

Ainda não se pode demonstrar isso em “condições normais de temperatura e pressão” porque nossos equipamentos de verificação ainda são muito rudimentares.

Mas já tivemos as provas preliminares: o mundo físico — a própria matéria — é de fato maleável e suscetível às influências dos seres vivos.

 

Flavia Criss, em 25 de setembro de 2017.

Fonte: The Intention Experiment, by Lynne Mctaggart.

San Francisco North Bay – CA

 

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