Afinal, o que é intenção?

2017-09-18 17.17.46

“Ciência”, do latim scientia, traduzida para o Português como “conhecimento” (ver  Wikipedia) refere-se, em primeira instância, a qualquer conhecimento ou prática que sejam sistemáticos. Porém, em seu sentido mais estrito, “Ciência” refere-se ao sistema de produção de conhecimentos baseado no “método científico”, motivador de várias descobertas, como também de muitos engodos e decepções, por isso a expressão: na teoria, a prática é outra.

No entanto, constitui-se como crença vigente que o conhecimento fabricado pelo método científico é superior em relação aos demais tipos de conhecimento produzidos por outras áreas da humanidade. Assim, as teorias, os métodos, as técnicas e os produtos contam com a aceitação geral do público quando considerados “científicos”. A autoridade da Ciência, enquanto método científico de produção de conhecimentos é sempre evocada  e amplamente aceita, quase sem restrições.

Sendo assim, como encontrar uma explicação científica para a homeopatia e a cura espiritual?

Foi essa a questão-chave para a jornalista Lynne Mctaggart. No seu percurso em busca de respostas, ela encontra uma “nova ciência”, que lhe fora acidentalmente revelada através do trabalho implementado por um grupo de cientistas de vanguarda que há muitos anos reexaminavam a física quântica e suas extraordinárias implicações.

Entre outras coisas, os experimentos conduzidos por esses cientistas indicam que a consciência parece ser uma substância situada fora dos limites do nosso corpo, como uma energia altamente ordenada, com capacidade de mudar a matéria física. Nesse sentido, pensamentos direcionados a um determinado alvo seriam capazes de alterar máquinas, células e até organismos pluricelulares, como o os seres humanos. E tem mais: esse poder da mente sobre a matéria também seria capaz de atravessar o tempo e o espaço. Impressionante, não?

Pois sim. Na sua busca por mais respostas, Mctaggart compila várias das informações então aprendidas em seu livro “O campo” (já traduzido — e muito bem — para o Português), no qual ela organiza as idéias resultantes de vários experimentos dispersos, a fim de sintetizá-los numa pretendida “teoria geral” — ah, o velho e usado “modo científico” que não nos larga, né?

Pois bem, o livro “O Campo” apresenta a imagem de um universo interconectado e explicações científicas para muitos dos mais profundos mistérios da humanidade, desde a medicina alternativa e a cura espiritual até a percepção extrassensorial e o inconsciente coletivo.

Mas senta, que lá vem a história: as evidências científicas que Mctaggart reunira no livro “O campo” também sugeriam algo extraordinário e muito desconcertante: o pensamento dirigido participa, enquanto função principal, da criação da realidade. Dito de outro modo, o direcionamento do pensamento – o que os cientistas chamam de “intenção” e “intencionalidade” – parece gerar uma energia com potência suficiente para mudar a realidade física. Ou seja, um simples pensamento parece ter o poder de mudar o mundo!

Mas afinal, o que significa essa “intenção”? E como exatamente alguém pode vir a ser uma pessoa intencionadora ou um “intencionado” eficiente?

Mctaggart estuda várias outras fontes  à procura de mais embasamento científico para essas descobertas, já que a maior parte do material em circulação ainda não é fundamentado cientificamente. Assim, ela encontra, na literatura científica, estudos sobre cura à distância, outras formas de psicocinese e sobre o poder da mente sobre a matéria. Continua sua busca por cientistas de atuação internacional que fizessem experimentos com o poder do pensamento sobre a matéria, uma vez que  a ciência apresentada em seu livro “O campo” se situa principalmente nos anos 70.

Finalmente, começam a aparecer evidências de que várias mentes direcionadas para o mesmo alvo amplificam o efeito pretendido por um indivíduo. E tais evidências são animadoras, principalmente aquelas obtidas na Organização de Meditação Transcendental, que sugerem que um grupo de mentes ligadas pelo mesmo pensamento gera uma espécie de “comando” no Campo do Ponto Zero que, sem tal ligação, seriam apenas aleatórias.

E eis que surge a ideia de montar seu próprio grupo experimental, com a ajuda de Robert Jahn, o reitor emérito da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton e sua colega Brenda Dunne, psicóloga e diretora do laboratório de Engenharia de Anomalias da Princeton. Ambos levaram trinta anos reunindo, a duras penas, as descobertas mais convincentes sobre o poder da intenção direcionada que afeta as máquinas. Para isso, eles se utilizaram estritamente dos métodos científicos, sendo diretos, objetivos, e avessos a fantasias.

Os cientistas envolvidos em qualquer pesquisa experimental usualmente não devem ler além das evidências, nem arriscar suas reputações com suposições baseadas meramente nas implicações do que descobriram. Consequentemente, Mctaggart organiza as evidências que foram encontradas pelos pesquisadores reunidos pela dupla dinâmica Jahn-Dunne sobre o poder da intenção. Ela busca levar em conta somente as revelações da pesquisa e sintetizar, numa teoria coerente, as descobertas individuais de toda a equipe de cientistas envolvidos. A fim de descrever, em palavras, conceitos geralmente representados por equações matemáticas, foi necessário que Mctaggart elaborasse aproximações metafóricas das provas encontradas.

A coroação desse mega-empreendimento foi a publicação de um dos livros mais significativos dessa última década na área dos efeitos do pensamento sobre a matéria:  “O Experimento da Intenção”.

É importante reconhecer junto a Mctaggart que as conclusões apresentadas nesse livro são já os frutos de uma “ciência de vanguarda”. Ainda, que essas idéias fazem parte de um trabalho que se encontra atualmente em andamento.

Certamente, novas evidências surgirão para ampliar e redefinir as conclusões iniciais, e é exatamente neste ponto de tal trabalho em devir que você que me lê, eu e todos os interessados nos encontramos, a fim de fabricarmos nossas próprias evidências.

É para isso que estou aqui e este é o meu convite: juntemo-nos em grupos de intenção para mudarmos a nossa realidade física de forma mais coerente e intencional.

Continue comigo e você vai aprender os “como, onde, quando e por quês” dessa nova aventura de criação consciente.

O Deus em mim (que Eu Sou) saúda o Deus em você — Namastê.

Com todo meu amor e dedicação,

Flavia Criss.

 

San Francisco North Bay, Califórnia, em 18 de setembro de 2017.

 

 

 

 

De Boa Intenção, O Inferno…Ooops. Nada disso.

people-holding-hands

Vamos combinar uma coisa, antes de mais nada?

Aqui nesse espaço você vai se esquecer completamente da ideia recitada nesse título, que não tem nada a ver com a “ciência” que existe por trás daquele simples e costumeiro ato de “intencionar” alguma coisa para si ou para outra pessoa. Além disso, se o inferno estivesse mesmo cheio de boas intenções, não seria um inferno, obviamente, venhamos e convenhamos!

E te digo mais: não existe inferno, amor (chuac!).

Assim, proponho inaugurarmos aqui com este post uma jornada juntos, que se tornará cada vez mais encantadora, embora simples e muito, muito poderosa mesmo.

Esse site está sendo construído com muito cuidado e carinho, viu?

Ele é fruto de experiências coletivas, de minhas experiências pessoas, de elucubrações, leituras, escrituras, traduções, canalizações e o escambau a quatro existente sobre esse tópico.

A bem da verdade, esse assunto “caiu de paraquedas” em meu colo no início de 2017, numa manhã comum, já aqui na casa nova. Foi como se eu tivesse recebido um presente amplificado, que me arrebatou de uma forma tal que eu tinha que partilhar com você, pois a força da intenção coletiva é muito, muito “real” mesmo, amigo leitor.

E eu te prometo outra coisa: essa viagem será muito prazeirosa.

Assim, vou te deixar agora com algumas perguntinhas capciosas, enquanto continuo compilando materiais, traduzindo manuais, editando trechos, pesquisando mídias, aprendendo a produzir efeitos a fim de ambientar deliciosamente a nossa viagem, topou? Então estamos combinados.

Vamos às provocações:

Você já se perguntou o que acontece quando muitas pessoas pensam a mesma coisa ao mesmo tempo?  Será que isso causaria um efeito maior do que os nossos pensamentos gerados individualmente no escurinho do cinema ou no mais profundo recôndito do nosso ser? E se muitas pessoas pensarem a mesma coisa no mesmo horário? Será que isso geraria algum efeito a mais em relação à realização desse pensamento?

Será que seria necessária uma quantidade ideal ou um número determinado de pessoas com as mesmas intenções  para que se consiga provocar um efeito maior ou mais eficaz dessas intenções?

E por último: a manifestação de uma intenção mudaria em relação à sua “dose”, isto é, quanto maior o grupo “intencionando” a mesma coisa, maior o efeito/manifestação da intenção?

Ahá, boas perguntas não?

Fiquemos pensando em como respondê-las, pois tais ideias configuram a alma mesma deste site, a que denominei precisamente de O Site da Intenção.

Então, muito obrigada por entrar nessa comigo.

Um abraço beeeeem abraçado e até breve.

Flavia Criss

Golden-Gate-Bridge

Califórnia, San Francisco North Bay, em 15 de Setembro de 2017.