Lição 3 – A Força do Coletivo

Se a intenção de uma pessoa é uma energia que causa um efeito físico no mundo, será que o sinal fica mais forte quando multiplicado por um grupo todo? É verdade que um grupo de pessoas pode literalmente permanecer no mesmo comprimento de onda ou firmar uma coerência grupal maior, especialmente na situação em que sua consciência está expandida?

Máquinas REGs — Geradores de Efeitos Aleatórios (REG = Random-Event Generator)–foram usadas ​​pela Universidade de Princeton, no Departamento de Pesquisas de Anomalias (PEAR) a fim de determinar se a intenção emitida por operadores individuais poderia afetá-las. E depois foram usadas para avaliar a eficácia da consciência de um grupo de intenção concentrado a fim de dar ordens ou influenciá-las em suas jogadas.

As REG seriam os equivalentes eletrônicos do século 21 do jogo da moeda para determinar cara-ou-coroa.
O movimento aleatório dessas máquinas —  cara ou coroa — é controlado pelo ruído branco que você ouve quando liga o seu rádio e está entre as estações, ou seja,  aquele pequeno rugido do navegar de elétrons livres. Isso gera um mecanismo através do qual são enviados aleatoriamente uma freqüência alternada de pulsos negativos. Os resultados são exibidos em uma tela de computador, depois transmitidos online para um sistema de gerenciamento de dados.

Como as REG são extremamente sensíveis, a hipótese original foi a de que elas  registrariam quando houvesse boas vibrações acontecendo, como uma reunião para oração ou o concerto de uma orquestra, de modo que a consciência do grupo pudesse, de alguma forma, funcionar como a totalidade que exerceria sua “mágica”.
O pesquisador William Rowe resolveu testar essa hipótese ao avaliar a coerência de um grupo que se reuniu em uma série de oficinas Spielraum para emitir uma intenção durante três dias, na Virginia.

As sessões Spielraum tratam-se de um método que combina atividades lúdicas e trabalho criativo com o objetivo de rapidamente fazer emergir o lado artístico e criativo da espiritualidade de cada participante da oficina.
Essas sessões tornaram-se conhecidas por produzir um sentimento de grupo tão palpável que todos os participantes afirmaram senti-lo.
Em seu experimento, Rowe colocou máquinas REGs nos grupos Spielraum e as manteve funcionando continuamente. Ele também pediu a um observador, bem como a todos os outros membros “sensíveis” do grupo para registrar os momentos considerados
“intenção focada do grupo”, que eram aqueles em que era percebido que o grupo tinha chegado a um tipo de coerência vibracional.
Após 11 testes, oito mostraram uma correlação significativa entre os resultados das REG , que se afastaram bastante de sua atividade aleatória para a ordenada, principalmente  nos momentos em que o sentimento do grupo alcançou um momento de grande afinidade.

O resultado das máquinas ainda se harmonizaram com as atividades do grupo num dia em que eles participaram de uma reunião que se transformou em celebração intensa.

A conclusão foi a de que as máquinas REGs forneceram provas diretas de que ocorreram os momentos em que houve grande concentração de energia do grupo, que foram percebidos pelos participantes além de fisicamente mensuradas pelas máquinas.

Lynne Mcttagart.

Tradução e comentários de Flavia Criss.

SF North Bay, 6 de outubro de 2017.