A Energia da Intenção

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O  modo de funcionamento da intenção não é muito diferente de uma emissora de televisão, uma vez que nossos pensamentos, assim como as emissoras de sinais de TV, estão constantemente transmitindo ondas eletromagnéticas. Em razão disso, vários experimentos procuraram verificar a natureza dessa energia que chamamos de “intenção”.

Vou relatar apenas algumas  das experiências mais relevantes, em minha opinião; porém, você encontrará todas elas no livro “O Experimento da intenção”.

Gary Schwartz assistiu a uma palestra do físico Elmer Green, um dos pioneiros da Ciência do biofeedback. Assim como Schwartz, Green tinha interesse na questão da energia transmitida pela mente e por essa razão, estudava, entre outras coisas, a prática da cura remota para descobrir se havia um acréscimo na energia elétrica corporal de uma pessoa no momento em que ela pratica a cura remota.
Na palestra, Green relatou que, para isso, ele havia construído uma sala em que as quatro paredes e o teto foram feitos inteiramente de cobre e ligados a amplificadores de eletroencefalograma (EEG) que são extremamente sensíveis, capazes de captar até um milionésimo de volt de eletricidade. Green achava que o sinal produzido na cura à distância era elétrico e emanava das mãos dos curadores. Por isso, ele ligou os amplificadores nas paredes e no teto de cobre, que funcionaram como uma antena gigantesca, ampliando a capacidade de detectar a eletricidade dos curadores e possibilitando captá-la de cinco direções.

Green descobriu que, quando alguém enviava um pensamento de cura, o amplificador
de EEG também registrava um enorme aumento de carga eletrostática, aquele tipo de acúmulo e descarga de elétrons que ocorre quando alguém esfrega os pés num carpete e depois toca numa maçaneta de metal. Mas tinha um detalhe: toda vez que um dos curadores fazia um mínimo gesto, o amplificador o registrava.  Então, a questão era discernir o que era efeito de energia de cura e o que eram ruídos eletrostáticos.

Schwartz achou que Green estava desprezando a parte mais interessante da experiência: o ruído presente em uma pessoa é indício de que um sinal está sendo transmitido por outra pessoa. Ou seja, nós transmitimos energia, e muitas evidências já atestaram que todo tecido vivo tem uma carga elétrica. E foi assim que Schwartz iniciou sua saga de testes para descobrir mais sobre essa energia e como ela se dá.

Assim, reproduzindo a experiência de Green com seus alunos na universidade, Schwartz percebeu que um movimento simples de uma pessoa não somente gera uma carga elétrica, mas também cria um vínculo, uma associação com outro ser/objeto, ou seja, cada movimento que fazemos é sentido pelas pessoas à nossa volta e afeta o ambiente. Por exemplo, se ele repreendesse um aluno, o apontando com o dedo gritando — “não faça isso!” — seu aluno poderia sentir como se estivesse “levando um tiro” de energia. Além disso, ficou patente que algumas pessoas podem ter cargas positivas e negativas mais fortes do que outras.

 Schwartz então verificou se a energia do pensamento de uma pessoa causava o mesmo efeito nos outros tal qual a energia do movimento, mas logo viu que  não. O sinal elétrico emitido pelo movimento diminuía com a distância, como acontece com a eletricidade comum. Porém na cura à distância, a “distância”era, obviamente, irrelevante. A energia da intenção, então, só poderia ser mais fundamental do que o eletromagnetismo comum, fazendo parte do reino da física quântica. A intenção de cura, por exemplo, pode gerar uma onda inicial de eletricidade, mas o verdadeiro mecanismo de transferência pode ser magnético. De fato, os fenômenos psíquicos e a psicocinese podem ser diferentemente influenciados, dependendo dos tipos de isolamento. Sinais elétricos podem interferir, ao passo que os sinais magnéticos intensificam o processo.

Testes decisivos foram feitos. Schwartz e uma colega reuniram um grupo de praticantes de Reiki e mediram o campo energético próximo a cada mão de todos os praticantes durante os períodos em que eles “enviavam energia” e posteriormente nos períodos de descanso. Em seguida, selecionaram um grupo de “mestres curadores” que tinham uma carreira substancial de curas admiráveis e bem-sucedidas. Mediram novamente o campo energético perto de cada mão enquanto os mestres manipulavam a energia e quando estavam em repouso. Num terceiro momento, os pesquisadores compararam as medições obtidas com o grupo de Reiki com outras medições obtidas de pessoas que não tinham nenhuma prática em cura.

Os resultados foram muito claros: a intenção direcionada — uma intenção de cura, por exemplo — se propaga como energia eletrostática e também como energia magnética.
Porém, eles descobriram mais: a intenção é como tocar piano — é preciso aprender a trabalhá-la, e mesmo sabendo, algumas pessoas podem ser melhor do que outras.

Nossas intenções operam também como freqüências altamente coerentes, mudando a própria estrutura molecular e as ligações da matéria. Como qualquer outra forma de coerência no mundo subatômico, um pensamento bem dirigido pode ser como um raio laser, iluminando sem perder a força.

 

Flavia Criss, em 27 de setembro de 2017.

Fonte: O Experimento da Intenção, por Lynne Mctaggart. 

San Francisco North Bay, California.

 

 

 

 

 

A Física da Coisa — parte 2

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Hello everybody!

Eis me aqui novamente, cheia de ânimo, para te contar a segunda experiência que a jornalista Lynne Mactaggart elencou como um dos fundamentos da Ciência da Intenção. Pode parecer esquisito a gente pensar que “intenção” pode ser uma Ciência, mas logo essa estranheza de desfaz se pensarmos que uma “ciência”é um conhecimento, um modo de fazer as coisas que obedece a um modelo, um modus operandi que é o método científico. Isso nós já vimos lá em um dos primeiros posts desse site, lembra? Senão,  forneço a colinha aqui.

Retomando um pouquinho, lembra do princípio da não-localidade das partículas e átomos? De forma ultra-mega simplificada, seria aquela “força estranha” que faz com que as partículas se comportem como as “gêmeas telepáticas”, lembra disso?

Pois bem. É preciso que se diga que os físicos modernos até aceitam hoje a não-localidade como uma função dada pelo “mundo quântico”. Eles se consolam, afirmando que essa estranha propriedade  “contra-intuitiva” do universo subatômico não se aplica a qualquer coisa maior que um fóton ou um elétron. Para eles, quando se chega ao nível de átomos e moléculas, que no mundo da Física são considerados “macroscópicos”, o Universo se comportaria novamente conforme as previsíveis e bem mensuráveis Leis Newtonianas.

Então você imagina o “auê” que a lasquinha de cristal do Rosenbaum e da sua aluna de pós-graduação causou entre aqueles físicos, não? Simplesmente eles chacoalharam e muito as bases do Universo Newtoniano, demonstrando que coisas grandes como átomos também estão não-localizadamente conectados, mesmo em matérias grandes o suficiente para pegarmos com a mão.

O laboratório do Instituto de Física Experimental (Institute for Experimental Physics), da Universidade de Viena, foi o precursor de algumas das mais exóticas investigações da natureza das propriedades quânticas. Anton Zeilinger, físico quântico premiado, estava na época profundamente insatisfeito com as explicações científicas sobre a natureza das coisas. Ele propôs aos seus alunos o desafio de encontrar uma melhor solução para algumas questões.
Assim, em uma experiência mirabolante, Zeilinger e sua equipe emaranharam um par de fótons retirados do fundo do rio Danúbio. Eles então montaram, em fibra de vidro, um “canal quântico” que atravessava o leito do Danúbio, margem à margem. No laboratório, Zeilinger deu aos fótons os nomes “Alice e Bob”, e quando precisavam de um terceiro fóton, incluíam uma “Carol” ou um “Charlie”. Bonitinho ele, não?

Pois bem. Os fótons ficaram separados do rio — a 600 metros de distância — e bem longe uns dos outros. Alice e Bob permaneceram em conexão não-localizada, ou sejam, viraram “gêmeos telepáticos” mesmo nessas condições! Zeilinger ficou animado, mas queria mais. E foi então que implementou a experiência-chave, que vai acabar fundamentando a Ciência da Intenção.

A questão para Zeilinger era a seguinte: ele se perguntava se os objetos — ou seja, as coisas do mundo — e não apenas as partículas subatômicas que os compunham, existiriam nesse estado impreciso, indeterminado como um “vespeiro” ou gelatina amorfa. Para investigar essa questão, Zeilinger utilizou um equipamento chamado Interferômetro Talbot Lau, que tinha sido desenvolvido por alguns de seus colegas no MIT, que nada mais era do que uma variação do famoso estudo da dupla-fenda de Thomas Young, físico britânico do século XIX (veja a experiência nesse videozinho aqui). Mas eu vou contar: o experimento de Young, em um primeiro momento, era fazer um facho de luz pura passar através de uma fenda, numa folha de papelão; em um segundo momento, o facho de luz passava através de duas fendas paralelas em outra tela, atingindo uma terceira tela inteiriça, sem fendas (como você assistiu lá no videozinho).

Porém, no experimento das fendas adaptado por Zeilinger, eles usaram moléculas em vez de partículas subatômicas. Assim, o Interferômetro continha um conjunto de fendas na primeira tela e uma grade de fendas idênticas paralelas na segunda tela. O objetivo era desviar (ou defletir) as moléculas que passassem por ali. A terceira grade, em posição perpendicular ao facho de moléculas, tinha a função de tela de leitura, com a capacidade de calcular o tamanho das ondas de cada molécula que passava pelas fendas, por meio de um detector a laser altamente sensível para localizar as posições das moléculas e seus padrões de interferência.
Para o experimento inicial, Zeilinger e sua equipe selecionaram cuidadosamente um lote
de moléculas de fulereno, ou “buckyballs“, composto por sessenta átomos de carbono.
Medindo um nanômetro cada uma, essas moléculas são os gigantes do mundo molecular. Assim, o fulereno foi escolhido não só pelo tamanho, mas também pela sua forma bem alinhada, como uma minúscula bola de futebol.
Foi uma operação delicada, na qual a equipe de Zeilinger precisava trabalhar com a temperatura exata, pois um mínimo de aquecimento a mais e as moléculas se desintegrariam. Zeilinger aqueceu as moléculas de fulereno a 900 mil graus para criar um facho molecular intenso e disparou o facho pelas fendas da primeira tela. Em seguida, o facho de moléculas passou pela segunda tela e depois formou um padrão na tela final.

O resultado era inequívoco. Cada molécula exibia a capacidade de criar padrões de interferência consigo mesma. Ou seja, algumas das maiores unidades de matéria física não tinham ainda se “localizado” em seu estado final. Assim como ocorrera com as partículas subatômicas, essas moléculas gigantescas ainda não tinham se estabilizado em alguma coisa aparentemente “real”.
Essa equipe ainda trabalhou com outras moléculas com o dobro do tamanho e com
formas estranhas, a fim de verificar se moléculas geometricamente assimétricas também
demonstravam as mesmas “propriedades mágicas”. Selecionaram o gigantesco carbono
fluorado – moléculas de forma oblonga com setenta átomos de carbono – e também a tetrafenilporfirina, um derivado do corante natural presente na clorofila, que tem a forma achatada como uma panqueca. Com mais de cem átomos por unidade, essas duas entidades figuram entre as maiores moléculas do planeta. E cada uma criou um padrão de interferência consigo mesma.
Conclusão: a equipe de Zeilinger demonstrou repetidamente que as moléculas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, permanecendo em estado de superposição até mesmo nesse nível de grandeza.
Ou seja,  eles provaram o que a gente já adivinhava: que os maiores componentes da matéria física e das coisas vivas existem em estado maleável.
Isso é extremamente emocionante, você não acha?

O trabalho de Zeilinger e de sua equipe demonstrou que matéria, grande ou pequena, não é uma coisa sólida e estável, nem algo que se comporta necessariamente de acordo com as leis de Newton. As moléculas precisam de uma influência para deixá-las num estado mais estável de existência.
Essa foi a segunda evidência de que as propriedades peculiares da física quântica ocorrem, não simplesmente em nível quântico de partículas subatômicas, mas também no mundo da matéria visível.

As moléculas existem também num estado de puro potencial e não numa realidade final. Sob certas circunstâncias, elas fogem às regras da força Newtonianas e apresentam efeitos quânticos de não-localidade.

E mais: o fato de que algo grande como uma molécula pode se tornar emaranhada sugere que não existem dois manuais, um da “física que rege aquilo que é grande” e outro da “física que rege aquilo que é pequeno”, mas um único livro para tudo na vida.

Esses dois experimentos, para Mctaggart, contêm a chave da “Ciência da Intenção” porque demonstraram como os pensamentos podem afetar a matéria sólida, acabada. Essas demonstrações indicam que o efeito do observador ocorre, não apenas no mundo das partículas quânticas, mas também no mundo da vida cotidiana.

Outra implicação muito importante que podemos depreender a partir dessas experiências: não podemos mais ver as coisas existindo por si mesmas e em si mesmas, mas, como uma partícula quântica, que existem somente em relação às outras partículas.

Isso seria a “cocriação”, verdadeiramente, ou seja: nós criamos, seja em conjunto, seja individualmente, mas sempre em relação ao que “existe” de forma mais estável e ao que pode vir a existir, ainda em estado de vibração.

A observação, a consideração ou o pensamento sobre os elementos do nosso mundo pode contribuir para determinar seu estado final, o que indica que temos sim a probabilidade de influenciar todas as coisas grandes à nossa volta. Quando entramos numa sala cheia de gente, quando nos ocupamos com nossos parceiros e com nossos filhos, quando contemplamos o céu, estamos criando e influenciando a criação de outros a todo momento.

Ainda não se pode demonstrar isso em “condições normais de temperatura e pressão” porque nossos equipamentos de verificação ainda são muito rudimentares.

Mas já tivemos as provas preliminares: o mundo físico — a própria matéria — é de fato maleável e suscetível às influências dos seres vivos.

 

Flavia Criss, em 25 de setembro de 2017.

Fonte: The Intention Experiment, by Lynne Mctaggart.

San Francisco North Bay – CA

 

A Física da Coisa — parte 1

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O laboratório de Física da Universidade de Chicago, sob o comando do ilustríssimo professor Rosembaum (ele é o bom!), foi o lugar em que Mctaggart registrou “a coisa” toda. Ela esteve presente em cada passo das experiências que acabam por nos provar cientificamente que qualquer matéria é maleável e suscetível à influência do que quer que você queira, principalmente à influência do pensamento, já que este é o nosso ponto que interessa.

O livro “O Experimento da Intenção” esmiúça os detalhes, o “behind the scenes” de toda a brincadeira, que é meticulosamente explicada em páginas e mais páginas muito bem escritas em Inglês. Eu estou aqui ó, de livrinho original na mão comparando com a tradução que você provavelmente tem aí e pretendo colocar neste post os pontos-chave, salientando o que me parece mais peculiar e ilustrativo no bojo dessa saga toda.

Primeiramente, vamos falar do cientista: cara, ele é o cara! O Rosenbaum esteve na vanguarda da física experimental que estuda a exploração dos limites da (des)ordem na constituição física da matéria condensada. Ele basicamente analisa o funcionamento interno de líquidos e sólidos quando sua ordem subjacente é perturbada. Na física, quando se quer descobrir como alguma coisa se comporta, a melhor maneira é provocar um distúrbio e ver o que acontece. Tal distúrbio pode ser a aplicação de calor ou de um campo magnético para determinar a reação e a direção do spin e a orientação magnética que os átomos vão escolher e etc.

Outra coisa importante sobre o cara que é “o cara”: os colegas dele, dessa área da física da matéria condensada, só se interessavam por sistemas simétricos, como os sólidos cristalinos, cujos átomos são todos arrumadinhos em fileiras como em uma caixa de ovos. Mas não o Rosenbaum! Ele se dedicou a estudar os sistemas diferentes, que são inerentemente desordenados, aqueles que os físicos quânticos mais convencionais chamavam com desprezo de “detrito”. O Rosenbaum achava que os segredos inexplorados do universo quântico — que por si já era um território ainda não-mapeado que ele queria desvendar — eram mais evidentes nesse “detrito”.  Por isso que ele gostava dos desafios dos vidros de spin, daqueles estranhos cristais híbridos com propriedades magnéticas, que eram tecnicamente considerados “líquidos de movimento lento”. No cristal, os átomos apontam todos na mesma direção em perfeito alinhamento; porém os átomos de um vidro de spin são descontrolados e congelados num estado de desalinhamento, ou seja, algo muito mais emocionante, concorda?

Interessante é notar que a temperatura das experiências tem que ser o zero absoluto (“condições ideais de temperatura e pressão”, lembra?), pois devido à baixa temperatura, tudo vai acontecendo em câmera lenta e o mestre consegue perceber a verdadeira natureza dos constituintes mais básicos do universo. O mestre, nesse caso, tem uma discípula — Sai Ghosh — uma aluna de pós-graduação (PHD em Física), que trabalha com ele no laboratório. E foi ela quem acabou provando, através da sua experiência junto com o Professor Rosenbaum, que a propriedade da não-localidade das partículas pode ser observada também em grandes blocos de matéria. Já te conto sobre essa propriedade super interessante.

Mas antes, daremos uma passadinha no Universo da Física Clássica.

De acordo com a segunda Lei da Termodinâmica, “todos os processos físicos no universo podem fluir apenas de um estado de maior energia para o de menor energia”. Ahá, tá craque! Isso quer dizer que ao atirarmos uma pedra na água, as ondulações vão desaparecendo aos poucos (menor energia) ; ou uma xícara de café quente que deixada na mesa, só pode esfriar (menos calor=menor energia); enfim, supostamente, tudo caminharia numa só direção, da ordem para a desordem. Certo?

Só que não. Rosenbaum acredita que não é sempre assim que acontece. Suas descobertas recentes sobre os sistemas desordenados indicaram que certos materiais, sob certas circunstâncias, podem contrariar as leis da entropia e se unirem, em vez de se afastarem por perda de energia. Assim, é possível que a matéria vá na direção oposta, da desordem para a ordem. Esse é um dos pontos interessantes que as experiências do professor revelaram.

Porém, um dos mais estranhos aspectos da física quântica é a capacidade de “não localização” de um átomo, que é chamada poeticamente de “emaranhamento quântico”. O físico dinamarquês Niels Bohr descobriu que quando as partículas subatômicas como elétrons ou fótons se contactam, ficam instantaneamente perceptivas e influenciadas umas pelas outras em qualquer que seja a distância, o tempo todo, apesar da ausência de “influências”, como as trocas de força ou de energia. Quando as partículas estão “emaranhadas” (influenciadas umas pelas outras), a ação de uma — por exemplo, sua orientação magnética — irá sempre influenciar a outra para a mesma direção, independentemente da distância que as separem.

Fica mais clara essa descoberta de Bohr se tivermos mais um exemplo, certo? Então lá vai.

O físico irlandês John Bell desenvolveu um meio prático para testar como essas partículas atômicas se comportam realmente. Ele pegou duas partículas quânticas que já tinham estado em contato, depois as separou e mediu. A expectativa era de que elas se comportassem como um “casal”, que embora já tivessem passado um tempo juntos e fizessem tudo juntos, se separaram e então cada um vai para o seu lado, totalmente independentes, ou seja, cada partícula poderia “escolher” entre duas direções possíveis.
Quando Bell realizou esse experimento, havia a expectativa de o valor de uma das partículas ser maior do que o da outra — a chamada “inequalidade” — afinal, não eram mais “um casal” e cada um poderia escolher uma direção diferente e portanto, um valor diferente, não é mesmo? Entretanto, ao comparar seus valores, ele percebeu que ambas tinham o mesmo valor, e portanto sua esperada “inequalidade” tinha sido “violada”. E mais: um fio invisível parecia estar ligando essas partículas quânticas no espaço, fazendo com que uma seguisse a outra, como se fossem “gêmeas telepáticas”. Ou seja: se uma das partículas fosse perturbada, a outra “sentiria” imediatamente essa perturbação onde quer que estivesse no espaço. Os físicos, desde esse experimento, entendem que quando ocorre uma violação da “Inequalidade de Bell”, isso quer dizer que duas coisas estão emaranhadas (interligadas-telepáticas).

Tal princípio da Inequalidade de Bell tem enormes implicações para nosso entendimento do universo. Quando assumimos a não-localidade como uma faceta comum da natureza, reconhecemos que estávamos redondamente equivocados em relação a dois conceitos básicos, que fundamentaram a nossa visão do mundo: 1) que uma e qualquer influência só pode ocorrer de acordo com o tempo (num mesmo momento) e com a distância (num mesmo lugar) e 2)  que as partículas e as coisas (que são feitas de partículas) existem apenas de forma independente e separadas umas das outras.

Agora, olha só que interessante: outros pesquisadores provaram matematicamente que em todos os lugares, até mesmo dentro dos nossos corpos, os átomos e moléculas estão ocupados numa troca instantânea e incessante de informações. E quase todas as interações quânticas produzem emaranhamentos (interconexões “telepáticas”), independentemente das condições internas ou ambientais. Até os fótons, que são as menores partículas de luz que emanam das estrelas, ficam emaranhados com todos os átomos que encontram a caminho da Terra! Ou seja, o emaranhamento em temperaturas normais parece ser uma condição natural do universo, até em nossos corpos. Toda interação de elétrons dentro de nós cria emaranhamentos e, segundo Benni Reznik, físico teórico da Universidade de Tel Aviv, até o espaço vazio em torno de nós está fervilhando com partículas emaranhadas.

Dois experimentos, para Mctaggart, contêm a chave para a ciência da intenção. O primeiro já mencionamos, foi o de Rosenbaum com sua discípula Ghosh, demonstrando que existe uma conexão invisível — um emaranhamento — até mesmo entre elementos grandes que compõem a matéria (como as moléculas); e essa conexão é tão forte, que pode suplantar os métodos clássicos de influência, como a temperatura e a pressão.

O segundo, veremos a seguir, no próximo post.

 

TO BE CONTINUED (hahaha, adoro escrever isso).

Até já!

Flavia Criss, SF CA/21 de setembro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

Afinal, o que é intenção?

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“Ciência”, do latim scientia, traduzida para o Português como “conhecimento” (ver  Wikipedia) refere-se, em primeira instância, a qualquer conhecimento ou prática que sejam sistemáticos. Porém, em seu sentido mais estrito, “Ciência” refere-se ao sistema de produção de conhecimentos baseado no “método científico”, motivador de várias descobertas, como também de muitos engodos e decepções, por isso a expressão: na teoria, a prática é outra.

No entanto, constitui-se como crença vigente que o conhecimento fabricado pelo método científico é superior em relação aos demais tipos de conhecimento produzidos por outras áreas da humanidade. Assim, as teorias, os métodos, as técnicas e os produtos contam com a aceitação geral do público quando considerados “científicos”. A autoridade da Ciência, enquanto método científico de produção de conhecimentos é sempre evocada  e amplamente aceita, quase sem restrições.

Sendo assim, como encontrar uma explicação científica para a homeopatia e a cura espiritual?

Foi essa a questão-chave para a jornalista Lynne Mctaggart. No seu percurso em busca de respostas, ela encontra uma “nova ciência”, que lhe fora acidentalmente revelada através do trabalho implementado por um grupo de cientistas de vanguarda que há muitos anos reexaminavam a física quântica e suas extraordinárias implicações.

Entre outras coisas, os experimentos conduzidos por esses cientistas indicam que a consciência parece ser uma substância situada fora dos limites do nosso corpo, como uma energia altamente ordenada, com capacidade de mudar a matéria física. Nesse sentido, pensamentos direcionados a um determinado alvo seriam capazes de alterar máquinas, células e até organismos pluricelulares, como o os seres humanos. E tem mais: esse poder da mente sobre a matéria também seria capaz de atravessar o tempo e o espaço. Impressionante, não?

Pois sim. Na sua busca por mais respostas, Mctaggart compila várias das informações então aprendidas em seu livro “O campo” (já traduzido — e muito bem — para o Português), no qual ela organiza as idéias resultantes de vários experimentos dispersos, a fim de sintetizá-los numa pretendida “teoria geral” — ah, o velho e usado “modo científico” que não nos larga, né?

Pois bem, o livro “O Campo” apresenta a imagem de um universo interconectado e explicações científicas para muitos dos mais profundos mistérios da humanidade, desde a medicina alternativa e a cura espiritual até a percepção extrassensorial e o inconsciente coletivo.

Mas senta, que lá vem a história: as evidências científicas que Mctaggart reunira no livro “O campo” também sugeriam algo extraordinário e muito desconcertante: o pensamento dirigido participa, enquanto função principal, da criação da realidade. Dito de outro modo, o direcionamento do pensamento – o que os cientistas chamam de “intenção” e “intencionalidade” – parece gerar uma energia com potência suficiente para mudar a realidade física. Ou seja, um simples pensamento parece ter o poder de mudar o mundo!

Mas afinal, o que significa essa “intenção”? E como exatamente alguém pode vir a ser uma pessoa intencionadora ou um “intencionado” eficiente?

Mctaggart estuda várias outras fontes  à procura de mais embasamento científico para essas descobertas, já que a maior parte do material em circulação ainda não é fundamentado cientificamente. Assim, ela encontra, na literatura científica, estudos sobre cura à distância, outras formas de psicocinese e sobre o poder da mente sobre a matéria. Continua sua busca por cientistas de atuação internacional que fizessem experimentos com o poder do pensamento sobre a matéria, uma vez que  a ciência apresentada em seu livro “O campo” se situa principalmente nos anos 70.

Finalmente, começam a aparecer evidências de que várias mentes direcionadas para o mesmo alvo amplificam o efeito pretendido por um indivíduo. E tais evidências são animadoras, principalmente aquelas obtidas na Organização de Meditação Transcendental, que sugerem que um grupo de mentes ligadas pelo mesmo pensamento gera uma espécie de “comando” no Campo do Ponto Zero que, sem tal ligação, seriam apenas aleatórias.

E eis que surge a ideia de montar seu próprio grupo experimental, com a ajuda de Robert Jahn, o reitor emérito da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton e sua colega Brenda Dunne, psicóloga e diretora do laboratório de Engenharia de Anomalias da Princeton. Ambos levaram trinta anos reunindo, a duras penas, as descobertas mais convincentes sobre o poder da intenção direcionada que afeta as máquinas. Para isso, eles se utilizaram estritamente dos métodos científicos, sendo diretos, objetivos, e avessos a fantasias.

Os cientistas envolvidos em qualquer pesquisa experimental usualmente não devem ler além das evidências, nem arriscar suas reputações com suposições baseadas meramente nas implicações do que descobriram. Consequentemente, Mctaggart organiza as evidências que foram encontradas pelos pesquisadores reunidos pela dupla dinâmica Jahn-Dunne sobre o poder da intenção. Ela busca levar em conta somente as revelações da pesquisa e sintetizar, numa teoria coerente, as descobertas individuais de toda a equipe de cientistas envolvidos. A fim de descrever, em palavras, conceitos geralmente representados por equações matemáticas, foi necessário que Mctaggart elaborasse aproximações metafóricas das provas encontradas.

A coroação desse mega-empreendimento foi a publicação de um dos livros mais significativos dessa última década na área dos efeitos do pensamento sobre a matéria:  “O Experimento da Intenção”.

É importante reconhecer junto a Mctaggart que as conclusões apresentadas nesse livro são já os frutos de uma “ciência de vanguarda”. Ainda, que essas idéias fazem parte de um trabalho que se encontra atualmente em andamento.

Certamente, novas evidências surgirão para ampliar e redefinir as conclusões iniciais, e é exatamente neste ponto de tal trabalho em devir que você que me lê, eu e todos os interessados nos encontramos, a fim de fabricarmos nossas próprias evidências.

É para isso que estou aqui e este é o meu convite: juntemo-nos em grupos de intenção para mudarmos a nossa realidade física de forma mais coerente e intencional.

Continue comigo e você vai aprender os “como, onde, quando e por quês” dessa nova aventura de criação consciente.

O Deus em mim (que Eu Sou) saúda o Deus em você — Namastê.

Com todo meu amor e dedicação,

Flavia Criss.

 

San Francisco North Bay, Califórnia, em 18 de setembro de 2017.