A Física da Coisa — parte 2

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Hello everybody!

Eis me aqui novamente, cheia de ânimo, para te contar a segunda experiência que a jornalista Lynne Mactaggart elencou como um dos fundamentos da Ciência da Intenção. Pode parecer esquisito a gente pensar que “intenção” pode ser uma Ciência, mas logo essa estranheza de desfaz se pensarmos que uma “ciência”é um conhecimento, um modo de fazer as coisas que obedece a um modelo, um modus operandi que é o método científico. Isso nós já vimos lá em um dos primeiros posts desse site, lembra? Senão,  forneço a colinha aqui.

Retomando um pouquinho, lembra do princípio da não-localidade das partículas e átomos? De forma ultra-mega simplificada, seria aquela “força estranha” que faz com que as partículas se comportem como as “gêmeas telepáticas”, lembra disso?

Pois bem. É preciso que se diga que os físicos modernos até aceitam hoje a não-localidade como uma função dada pelo “mundo quântico”. Eles se consolam, afirmando que essa estranha propriedade  “contra-intuitiva” do universo subatômico não se aplica a qualquer coisa maior que um fóton ou um elétron. Para eles, quando se chega ao nível de átomos e moléculas, que no mundo da Física são considerados “macroscópicos”, o Universo se comportaria novamente conforme as previsíveis e bem mensuráveis Leis Newtonianas.

Então você imagina o “auê” que a lasquinha de cristal do Rosenbaum e da sua aluna de pós-graduação causou entre aqueles físicos, não? Simplesmente eles chacoalharam e muito as bases do Universo Newtoniano, demonstrando que coisas grandes como átomos também estão não-localizadamente conectados, mesmo em matérias grandes o suficiente para pegarmos com a mão.

O laboratório do Instituto de Física Experimental (Institute for Experimental Physics), da Universidade de Viena, foi o precursor de algumas das mais exóticas investigações da natureza das propriedades quânticas. Anton Zeilinger, físico quântico premiado, estava na época profundamente insatisfeito com as explicações científicas sobre a natureza das coisas. Ele propôs aos seus alunos o desafio de encontrar uma melhor solução para algumas questões.
Assim, em uma experiência mirabolante, Zeilinger e sua equipe emaranharam um par de fótons retirados do fundo do rio Danúbio. Eles então montaram, em fibra de vidro, um “canal quântico” que atravessava o leito do Danúbio, margem à margem. No laboratório, Zeilinger deu aos fótons os nomes “Alice e Bob”, e quando precisavam de um terceiro fóton, incluíam uma “Carol” ou um “Charlie”. Bonitinho ele, não?

Pois bem. Os fótons ficaram separados do rio — a 600 metros de distância — e bem longe uns dos outros. Alice e Bob permaneceram em conexão não-localizada, ou sejam, viraram “gêmeos telepáticos” mesmo nessas condições! Zeilinger ficou animado, mas queria mais. E foi então que implementou a experiência-chave, que vai acabar fundamentando a Ciência da Intenção.

A questão para Zeilinger era a seguinte: ele se perguntava se os objetos — ou seja, as coisas do mundo — e não apenas as partículas subatômicas que os compunham, existiriam nesse estado impreciso, indeterminado como um “vespeiro” ou gelatina amorfa. Para investigar essa questão, Zeilinger utilizou um equipamento chamado Interferômetro Talbot Lau, que tinha sido desenvolvido por alguns de seus colegas no MIT, que nada mais era do que uma variação do famoso estudo da dupla-fenda de Thomas Young, físico britânico do século XIX (veja a experiência nesse videozinho aqui). Mas eu vou contar: o experimento de Young, em um primeiro momento, era fazer um facho de luz pura passar através de uma fenda, numa folha de papelão; em um segundo momento, o facho de luz passava através de duas fendas paralelas em outra tela, atingindo uma terceira tela inteiriça, sem fendas (como você assistiu lá no videozinho).

Porém, no experimento das fendas adaptado por Zeilinger, eles usaram moléculas em vez de partículas subatômicas. Assim, o Interferômetro continha um conjunto de fendas na primeira tela e uma grade de fendas idênticas paralelas na segunda tela. O objetivo era desviar (ou defletir) as moléculas que passassem por ali. A terceira grade, em posição perpendicular ao facho de moléculas, tinha a função de tela de leitura, com a capacidade de calcular o tamanho das ondas de cada molécula que passava pelas fendas, por meio de um detector a laser altamente sensível para localizar as posições das moléculas e seus padrões de interferência.
Para o experimento inicial, Zeilinger e sua equipe selecionaram cuidadosamente um lote
de moléculas de fulereno, ou “buckyballs“, composto por sessenta átomos de carbono.
Medindo um nanômetro cada uma, essas moléculas são os gigantes do mundo molecular. Assim, o fulereno foi escolhido não só pelo tamanho, mas também pela sua forma bem alinhada, como uma minúscula bola de futebol.
Foi uma operação delicada, na qual a equipe de Zeilinger precisava trabalhar com a temperatura exata, pois um mínimo de aquecimento a mais e as moléculas se desintegrariam. Zeilinger aqueceu as moléculas de fulereno a 900 mil graus para criar um facho molecular intenso e disparou o facho pelas fendas da primeira tela. Em seguida, o facho de moléculas passou pela segunda tela e depois formou um padrão na tela final.

O resultado era inequívoco. Cada molécula exibia a capacidade de criar padrões de interferência consigo mesma. Ou seja, algumas das maiores unidades de matéria física não tinham ainda se “localizado” em seu estado final. Assim como ocorrera com as partículas subatômicas, essas moléculas gigantescas ainda não tinham se estabilizado em alguma coisa aparentemente “real”.
Essa equipe ainda trabalhou com outras moléculas com o dobro do tamanho e com
formas estranhas, a fim de verificar se moléculas geometricamente assimétricas também
demonstravam as mesmas “propriedades mágicas”. Selecionaram o gigantesco carbono
fluorado – moléculas de forma oblonga com setenta átomos de carbono – e também a tetrafenilporfirina, um derivado do corante natural presente na clorofila, que tem a forma achatada como uma panqueca. Com mais de cem átomos por unidade, essas duas entidades figuram entre as maiores moléculas do planeta. E cada uma criou um padrão de interferência consigo mesma.
Conclusão: a equipe de Zeilinger demonstrou repetidamente que as moléculas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, permanecendo em estado de superposição até mesmo nesse nível de grandeza.
Ou seja,  eles provaram o que a gente já adivinhava: que os maiores componentes da matéria física e das coisas vivas existem em estado maleável.
Isso é extremamente emocionante, você não acha?

O trabalho de Zeilinger e de sua equipe demonstrou que matéria, grande ou pequena, não é uma coisa sólida e estável, nem algo que se comporta necessariamente de acordo com as leis de Newton. As moléculas precisam de uma influência para deixá-las num estado mais estável de existência.
Essa foi a segunda evidência de que as propriedades peculiares da física quântica ocorrem, não simplesmente em nível quântico de partículas subatômicas, mas também no mundo da matéria visível.

As moléculas existem também num estado de puro potencial e não numa realidade final. Sob certas circunstâncias, elas fogem às regras da força Newtonianas e apresentam efeitos quânticos de não-localidade.

E mais: o fato de que algo grande como uma molécula pode se tornar emaranhada sugere que não existem dois manuais, um da “física que rege aquilo que é grande” e outro da “física que rege aquilo que é pequeno”, mas um único livro para tudo na vida.

Esses dois experimentos, para Mctaggart, contêm a chave da “Ciência da Intenção” porque demonstraram como os pensamentos podem afetar a matéria sólida, acabada. Essas demonstrações indicam que o efeito do observador ocorre, não apenas no mundo das partículas quânticas, mas também no mundo da vida cotidiana.

Outra implicação muito importante que podemos depreender a partir dessas experiências: não podemos mais ver as coisas existindo por si mesmas e em si mesmas, mas, como uma partícula quântica, que existem somente em relação às outras partículas.

Isso seria a “cocriação”, verdadeiramente, ou seja: nós criamos, seja em conjunto, seja individualmente, mas sempre em relação ao que “existe” de forma mais estável e ao que pode vir a existir, ainda em estado de vibração.

A observação, a consideração ou o pensamento sobre os elementos do nosso mundo pode contribuir para determinar seu estado final, o que indica que temos sim a probabilidade de influenciar todas as coisas grandes à nossa volta. Quando entramos numa sala cheia de gente, quando nos ocupamos com nossos parceiros e com nossos filhos, quando contemplamos o céu, estamos criando e influenciando a criação de outros a todo momento.

Ainda não se pode demonstrar isso em “condições normais de temperatura e pressão” porque nossos equipamentos de verificação ainda são muito rudimentares.

Mas já tivemos as provas preliminares: o mundo físico — a própria matéria — é de fato maleável e suscetível às influências dos seres vivos.

 

Flavia Criss, em 25 de setembro de 2017.

Fonte: The Intention Experiment, by Lynne Mctaggart.

San Francisco North Bay – CA

 

A Física da Coisa — parte 1

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O laboratório de Física da Universidade de Chicago, sob o comando do ilustríssimo professor Rosembaum (ele é o bom!), foi o lugar em que Mctaggart registrou “a coisa” toda. Ela esteve presente em cada passo das experiências que acabam por nos provar cientificamente que qualquer matéria é maleável e suscetível à influência do que quer que você queira, principalmente à influência do pensamento, já que este é o nosso ponto que interessa.

O livro “O Experimento da Intenção” esmiúça os detalhes, o “behind the scenes” de toda a brincadeira, que é meticulosamente explicada em páginas e mais páginas muito bem escritas em Inglês. Eu estou aqui ó, de livrinho original na mão comparando com a tradução que você provavelmente tem aí e pretendo colocar neste post os pontos-chave, salientando o que me parece mais peculiar e ilustrativo no bojo dessa saga toda.

Primeiramente, vamos falar do cientista: cara, ele é o cara! O Rosenbaum esteve na vanguarda da física experimental que estuda a exploração dos limites da (des)ordem na constituição física da matéria condensada. Ele basicamente analisa o funcionamento interno de líquidos e sólidos quando sua ordem subjacente é perturbada. Na física, quando se quer descobrir como alguma coisa se comporta, a melhor maneira é provocar um distúrbio e ver o que acontece. Tal distúrbio pode ser a aplicação de calor ou de um campo magnético para determinar a reação e a direção do spin e a orientação magnética que os átomos vão escolher e etc.

Outra coisa importante sobre o cara que é “o cara”: os colegas dele, dessa área da física da matéria condensada, só se interessavam por sistemas simétricos, como os sólidos cristalinos, cujos átomos são todos arrumadinhos em fileiras como em uma caixa de ovos. Mas não o Rosenbaum! Ele se dedicou a estudar os sistemas diferentes, que são inerentemente desordenados, aqueles que os físicos quânticos mais convencionais chamavam com desprezo de “detrito”. O Rosenbaum achava que os segredos inexplorados do universo quântico — que por si já era um território ainda não-mapeado que ele queria desvendar — eram mais evidentes nesse “detrito”.  Por isso que ele gostava dos desafios dos vidros de spin, daqueles estranhos cristais híbridos com propriedades magnéticas, que eram tecnicamente considerados “líquidos de movimento lento”. No cristal, os átomos apontam todos na mesma direção em perfeito alinhamento; porém os átomos de um vidro de spin são descontrolados e congelados num estado de desalinhamento, ou seja, algo muito mais emocionante, concorda?

Interessante é notar que a temperatura das experiências tem que ser o zero absoluto (“condições ideais de temperatura e pressão”, lembra?), pois devido à baixa temperatura, tudo vai acontecendo em câmera lenta e o mestre consegue perceber a verdadeira natureza dos constituintes mais básicos do universo. O mestre, nesse caso, tem uma discípula — Sai Ghosh — uma aluna de pós-graduação (PHD em Física), que trabalha com ele no laboratório. E foi ela quem acabou provando, através da sua experiência junto com o Professor Rosenbaum, que a propriedade da não-localidade das partículas pode ser observada também em grandes blocos de matéria. Já te conto sobre essa propriedade super interessante.

Mas antes, daremos uma passadinha no Universo da Física Clássica.

De acordo com a segunda Lei da Termodinâmica, “todos os processos físicos no universo podem fluir apenas de um estado de maior energia para o de menor energia”. Ahá, tá craque! Isso quer dizer que ao atirarmos uma pedra na água, as ondulações vão desaparecendo aos poucos (menor energia) ; ou uma xícara de café quente que deixada na mesa, só pode esfriar (menos calor=menor energia); enfim, supostamente, tudo caminharia numa só direção, da ordem para a desordem. Certo?

Só que não. Rosenbaum acredita que não é sempre assim que acontece. Suas descobertas recentes sobre os sistemas desordenados indicaram que certos materiais, sob certas circunstâncias, podem contrariar as leis da entropia e se unirem, em vez de se afastarem por perda de energia. Assim, é possível que a matéria vá na direção oposta, da desordem para a ordem. Esse é um dos pontos interessantes que as experiências do professor revelaram.

Porém, um dos mais estranhos aspectos da física quântica é a capacidade de “não localização” de um átomo, que é chamada poeticamente de “emaranhamento quântico”. O físico dinamarquês Niels Bohr descobriu que quando as partículas subatômicas como elétrons ou fótons se contactam, ficam instantaneamente perceptivas e influenciadas umas pelas outras em qualquer que seja a distância, o tempo todo, apesar da ausência de “influências”, como as trocas de força ou de energia. Quando as partículas estão “emaranhadas” (influenciadas umas pelas outras), a ação de uma — por exemplo, sua orientação magnética — irá sempre influenciar a outra para a mesma direção, independentemente da distância que as separem.

Fica mais clara essa descoberta de Bohr se tivermos mais um exemplo, certo? Então lá vai.

O físico irlandês John Bell desenvolveu um meio prático para testar como essas partículas atômicas se comportam realmente. Ele pegou duas partículas quânticas que já tinham estado em contato, depois as separou e mediu. A expectativa era de que elas se comportassem como um “casal”, que embora já tivessem passado um tempo juntos e fizessem tudo juntos, se separaram e então cada um vai para o seu lado, totalmente independentes, ou seja, cada partícula poderia “escolher” entre duas direções possíveis.
Quando Bell realizou esse experimento, havia a expectativa de o valor de uma das partículas ser maior do que o da outra — a chamada “inequalidade” — afinal, não eram mais “um casal” e cada um poderia escolher uma direção diferente e portanto, um valor diferente, não é mesmo? Entretanto, ao comparar seus valores, ele percebeu que ambas tinham o mesmo valor, e portanto sua esperada “inequalidade” tinha sido “violada”. E mais: um fio invisível parecia estar ligando essas partículas quânticas no espaço, fazendo com que uma seguisse a outra, como se fossem “gêmeas telepáticas”. Ou seja: se uma das partículas fosse perturbada, a outra “sentiria” imediatamente essa perturbação onde quer que estivesse no espaço. Os físicos, desde esse experimento, entendem que quando ocorre uma violação da “Inequalidade de Bell”, isso quer dizer que duas coisas estão emaranhadas (interligadas-telepáticas).

Tal princípio da Inequalidade de Bell tem enormes implicações para nosso entendimento do universo. Quando assumimos a não-localidade como uma faceta comum da natureza, reconhecemos que estávamos redondamente equivocados em relação a dois conceitos básicos, que fundamentaram a nossa visão do mundo: 1) que uma e qualquer influência só pode ocorrer de acordo com o tempo (num mesmo momento) e com a distância (num mesmo lugar) e 2)  que as partículas e as coisas (que são feitas de partículas) existem apenas de forma independente e separadas umas das outras.

Agora, olha só que interessante: outros pesquisadores provaram matematicamente que em todos os lugares, até mesmo dentro dos nossos corpos, os átomos e moléculas estão ocupados numa troca instantânea e incessante de informações. E quase todas as interações quânticas produzem emaranhamentos (interconexões “telepáticas”), independentemente das condições internas ou ambientais. Até os fótons, que são as menores partículas de luz que emanam das estrelas, ficam emaranhados com todos os átomos que encontram a caminho da Terra! Ou seja, o emaranhamento em temperaturas normais parece ser uma condição natural do universo, até em nossos corpos. Toda interação de elétrons dentro de nós cria emaranhamentos e, segundo Benni Reznik, físico teórico da Universidade de Tel Aviv, até o espaço vazio em torno de nós está fervilhando com partículas emaranhadas.

Dois experimentos, para Mctaggart, contêm a chave para a ciência da intenção. O primeiro já mencionamos, foi o de Rosenbaum com sua discípula Ghosh, demonstrando que existe uma conexão invisível — um emaranhamento — até mesmo entre elementos grandes que compõem a matéria (como as moléculas); e essa conexão é tão forte, que pode suplantar os métodos clássicos de influência, como a temperatura e a pressão.

O segundo, veremos a seguir, no próximo post.

 

TO BE CONTINUED (hahaha, adoro escrever isso).

Até já!

Flavia Criss, SF CA/21 de setembro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

Outras Demonstrações

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Se você, como eu, mal pode se conter para ler as experiências com a força da intenção aplicada a organismos muito bem vivos mesmo, refastele-se no seu local preferido, porque chegou a nossa vez! Yessss!

Há 30 anos, vários outros cientistas também realizaram experimentos, buscando entender o efeito da intenção sobre as coisas vivas. Inúmeras pesquisas demonstraram que a intenção humana pode afetar uma enorme variedade de sistemas vivos: bactérias, fungos, algas, piolhos, pintos, esquilinhos-da-mongólia, ratos, gatos e cães, sendo muitos desses experimentos realizados inclusive em seres humanos.

Ficou bem entendido que a intenção afeta muitos processos biológicos no sujeito receptor, desde os movimentos básicos do seu sistema motor até órgãos, como o coração, olhos, cérebro e sistema respiratório. E pasme de profunda alegria: até os animais mostraram ter uma capacidade efetiva de realizar atos intencionais.

Num estudo realizado por René Peoc’h, na Fundação ODIER, na França, uma galinha robô foi construída para funcionar como um gerador móvel de eventos aleatórios, servindo como imprinting para um grupo de pintinhos recém-nascidos. A galinha robô foi colocada do lado de fora da gaiola dos pintinhos, onde tinha ampla liberdade de movimentação, e seu trajeto era monitorado e registrado. A certa altura, ficou claro que a galinha robô se movimentava duas vezes e meia mais na direção dos pintinhos do que seria de se esperar. Ou seja, a ” intenção” dos pintinhos, isto é, seu desejo de ficar perto da mãe, afetou a galinha robô, levando-a para perto da sua gaiola.

Mctaggart relata que mais de oitenta estudos semelhantes foram realizados com pintinhos;  em vários, a experiência era colocar uma vela acesa num gerador móvel de eventos aleatórios, enquanto os pintinhos ficavam no escuro. Como os coitadinhos achavam a luz acolhedora, foram conseguindo influenciar o robô para que ele passasse mais tempo  junto à gaiola perto deles.

Porém, ela conta que o maior e mais convincente material de pesquisa foi reunido por William Braud, psicólogo e diretor de pesquisas na Fundação de Ciências da Mente (Mind Science Foundation), em San Antonio, Texas e também do Instituto de Psicologia Transpessoal (Institute of Transpersonal Psychology). Braud e seus colegas demonstraram que os pensamentos humanos podem afetar a direção em que os peixes nadam, os movimentos de pequenos roedores, como os esquilos-da-mongólia e a divisão de células em laboratório.

Só isso? Não, calma, que agora é que vem o “tcham” do trabalho dele.

Braud desenvolveu algumas das primeiras experiências controladas sobre a influência da mente no comportamento de seres humanos. Num grupo de pesquisa, ele demonstrou que uma pessoa pode sim afetar o sistema nervoso autônomo — o mecanismo de luta e fuga — de uma outra.
Por exemplo, ele monitorou a atividade eletrodérmica — EDA [electrodermal activity] — de um cidadão em teste. Essa EDA avalia — através da medição da resistência da pele — o estado de tensão do indivíduo. Qualquer modificação na atividade eletrodérmica revela que o cidadão está sob o efeito de uma grande tensão ou se sente desconfortável com alguma coisa. Braud examinou a EDA quando a pessoa estava sendo observada, e constatou repetidamente que as pessoas sofrem uma alteração inconsciente em seu organismos quando estão sob observação, alteração esta que é revelada através do nível de tensão em sua pele. Interessante, heim?

Mas a área mais estudada da influência remota ainda é a cura à distância. Mctaggart relata que foram realizados mais de 150 estudos e um dos melhores foi conduzido pela dra. Elisabeth Targ, nos anos 80. Era o auge da epidemia da Aids,  e ela implementou duas experiências altamente controladas, demonstrando que quarenta curadores espalhados pelos Estados Unidos conseguiram melhorar a saúde de pacientes com Aids em estado terminal, sem nunca terem visto nem tido qualquer contato com nenhum deles.
Quantas histórias semelhantes você já leu ou ouviu, não? É porque o negócio funciona mesmo, minha gente. Porém, temos que praticar e a hora é essa!

Para terminar, deixa eu te contar essas experiências meio antiguinhas que não envolvem só pessoas, mas que podem nos ajudar a ressignificar melhor (para nós mesmos) toda essa  empreitada.

Mctaggart narra que até os experimentos mais basiquinhos que tiveram o intuito de verificar  o poder da mente sobre a matéria obtiveram resultados espantosos. Um dos primeiros abordava tentativas de influenciar jogadas de dados, que até hoje, é um dos tópicos mais estudados: conta-se, até a atualidade, 73 estudos nos quais um total de 2.500 pessoas conseguiram influenciar mais de dois milhões e meio de lançamentos de dados, e com sucesso. Quando esses estudos foram analisados em conjunto, mesmo descontando aqueles não tão qualificados, a probabilidade de ocorrência dos resultados intencionais foi de 10 elevado à 76a potência — ou seja, 1 seguido de 76 zeros — para cada 1 resultado não intencional (imagine agora aquele emoticon com os olhinhos esbugalhados de puro espanto, okay?).

Tem também um material surpreendente de estudos realizados com talheres entortados que ficou bem famoso nas demonstrações do Uri Geller, lembra dele? Nossa, como já tentei entortar colher com o poder do meu pensamento!!! Mal sabia eu que dava mesmo certo.

Então, a experiência foi assim, inicialmente: John Hasted, professor no Birkbeck College, da Universidade de Londres, realizou esse teste com crianças. Ele dispôs várias chaves penduradas no teto e colocou as crianças numa distância que variou de um até três metros das chaves, de modo que não pudessem tocá-las. Em cada chave foi colocado um medidor de tensão, que registrava num gráfico contínuo qualquer mudança ocorrida nas chaves. Hasted pediu às crianças que entortassem as chaves suspensas com a força do pensamento. Nas sessões, ele observou não só chaves balançando e  se quebrando, mas também enormes picos repentinos de voltagem, com pulsos de mais de 10 volts, que era o limite do gráfico. Ainda mais impressionante foi quando as crianças receberam instruções para dirigir sua intenção para algumas chaves penduradas separadamente, distantes das outras. Os gráficos de cada chave apresentaram registros simultâneos dos mesmos sinais, como se as chaves tivessem sido afetadas em grupo.
O que é bastante impressionante, que se demonstra na maioria das pesquisas sobre psicocinese é que toda influência mental produz efeitos mensuráveis, seja qual for a distância entre o influenciador e o objeto influenciado, independentemente do momento cronológico em que a intenção foi gerada. A julgar pelas evidências experimentais, o poder do pensamento transcende o tempo e o espaço. Arrepiou?

Então, olha que linda essa conclusão: a mente está conectada indissociavelmente  à matéria e é de fato capaz de influenciá-la. A matéria física pode ser influenciada, e até alterada de maneira irreversível, não apenas pela força, mas pelo simples ato de se formular um pensamento.

Todavia, estudos mais recentes sobre o efeito da mente sobre a matéria indicam que a intenção tem sim efeitos variáveis, que dependem do estado do sujeito intencionador e do tempo e do espaço (o lugar, tá?) em que ela se origina.

A intenção já foi aplicada incontáveis vezes em muitos recintos diferentes com o propósito de curar doenças, alterar processos físicos e influenciar eventos. E é preciso que se diga: “intenção” não é nenhum dom especial, mas sim uma capacidade que pode ser aprendida e ensinada rapidamente. Na verdade, usamos a intenção em muitos aspectos da vida nossa vida cotidiana, sem perceber.

Muitas pesquisas indicam que o poder de uma intenção pode ser multiplicado em relação ao número de pessoas “intencionando”  o mesmo pensamento no mesmo instante. Pois eis o pulo do gato: será exatamente essa a brincadeira aqui nesse espaço.

Nos próximos posts, vamos entender como funciona a intenção fisicamente, como pode ser usada em nossas vidas e quais as condições que otimizam seu efeito.

Totalmente excelente, não?

Também acho.

Até breve, então!

Flavia Criss

San Francisco North Bay, 20 de setembro de 2017.

 

Primeiras Demonstrações

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Se você me conhece desde o meu outro site (se não, veja meu primeiro xodozinho aqui), sabe que para nós isso já é fato incontestável:  o pensamento molda a realidade física.

E não adianta disfarçar, viu? Sorry se tem alguém que ainda acha que é tudo culpa da  mãe… não é mesmo. Mas calma, lê aí 🙂

No livro “O Experimento da Intenção”, sua autora Lynne Mctaggart faz referência a um vasto material de investigação sobre a natureza da consciência que, através de pesquisas  realizadas há mais de trinta anos em prestigiosas instituições científicas em todo o mundo, tem demostrado que os pensamentos são capazes de afetar te-u-de-o-dó, desde as máquinas mais simples aos mais complexos seres vivos.

Tais evidências indicam que as intenções e os pensamentos humanos são, de fato, uma “coisa” física, com um extraordinário poder de mudar o mundo. Cada pensamento que temos é uma energia tangível com o poder de transformar.

Dito de outro modo: um pensamento não é apenas uma energia aleatória: um pensamento é uma coisa física que influencia na fisicalidade de outras coisas.

Certamente você já ouviu falar sobre as formas-pensamento, não? Pois a ideia aqui é exatamente aquilo. Na Wikipedia o conceito está até bem definido, olha só: formas-pensamento são criações mentais que utilizam a matéria fluídica ou astral para compor as características da coisa de acordo com a natureza do pensamento. Ou seja, as formas-pensamento são criadas pela ação do “combo” mente-sentimento sobre as energias mais sutis, que acaba por criar formas que correspondem à natureza do pensamento gerado. E não se trata de Metafísica apenas, olha só: as conclusões a que chegaram os físicos Niels Bohr e Werner Heisenberg indicaram que, em seu aspecto mais elementar, a matéria física não é sólida e nem estável.

A bem da verdade, a matéria não é coisa nenhuma, uma vez que a realidade subatômica não se assemelha ao estado sólido e confiável descrito pela ciência clássica newtoniana, mas a um projeto provisório aberto a infinitas opções.

A nível quântico, a realidade mais se parece com uma gelatina sem forma. E quem vai dar a ela uma “cara”? Ahá,  você já sabe, não é? Mas calma, leia mais, porque é muito legal.

A teoria quântica desenvolvida por Bohr, Heisenberg e muitos outros desmantelou a própria base da visão newtoniana da matéria como algo discreto e contido em si mesmo. Bohr-Heisenberg  preconizam que a matéria, em sua essência, não pode ser dividida em unidades dotadas de existência independente e nem mesmo pode ser totalmente descrita, pois as coisas físicas não têm sentido isoladamente, mas só  no bojo de uma rede de inter-relações dinâmicas. E tem mais: quando entram em contato, as partículas mantêm uma misteriosa influência remota entre si. As ações de uma partícula subatômica — como a orientação magnética, por exemplo — influenciam instantaneamente outra partícula, por mais que estejam separadas.

Pois bem, neste ponto estamos com a matéria física sendo imaginada como uma nuvem de possibilidades, tal como um vespeiro confuso ou uma gelatina amorfa. A pergunta é: quem, quem, quem será o único elemento capaz de dissolver essa nuvem de probabilidades, tornando-a aparentemente mais definida e estável??? Não é o Professor Raimundo, não. E nem o Chaves. É o envolvimento de um observador.

Reza a lenda que no momento em que Bohr e Heisenberg decidiram fazer medições para observar mais de perto uma partícula subatômica, tal entidade subatômica, que só existia como puro potencial ou nuvem,  firmou-se num estado específico. Ou seja, de alguma forma, a consciência viva foi a influência que conferiu a possibilidade de alguma coisa se tornar mais definida. No momento em que observamos um elétron ou fazemos uma medição, o ajudamos a determinar seu estado mais estabilizado.

Trocando em miúdos, o que acontece é que a observação ou o próprio envolvimento da consciência faz com que a gelatina assuma uma determinada forma, e mais ainda: isso implica que a realidade não é fixa, mas fluida e mutável e, portanto, possivelmente aberta à influência.

Agora vem comigo para o próximo e óbvio passo: então, se a matéria é mutável e a consciência é que faz a matéria se tornar algo estável, é muito provável que a consciência também possa tanger propositadamente as coisas em uma determinada direção, não?

Pois é isso mesmo. Um grupo seleto de cientistas, há trinta anos, começara a considerar seriamente essas questões. Suas investigações levavam em conta um simples quesito: se o ato da atenção afeta a matéria física, qual será o efeito da intenção, isto é, de se tentar deliberadamente produzir uma mudança? No ato de participação enquanto observadores no/do mundo, podemos não só só criar, mas também influenciar matérias. Faz todo o sentido, certo?
Eles passaram então a realizar experimentos, testando a denominada “influência mental remota direcionada”, ou “psicocinese”, ou mais especificamente para nós, a “intenção”, ou “intencionalidade”.

Segundo Mctaggart, a intenção implica em um propósito, ou seja: há que se ter o entendimento de um plano de ação e a busca por um resultado satisfatório. A cientista Marilyn Schlitz, vice-presidente de pesquisa e educação no Institute of Noetic Sciences e uma das pessoas engajadas nas primeiras investigações da influência remota (já mencionei-a neste artigo aqui), define intenção como sendo “a projeção da consciência, com propósito e eficácia, na direção de um objeto ou resultado”. Dito de outro modo: para influenciar a matéria física, o pensamento precisa estar altamente motivado e com um alvo bem definido. Capisce?

Pois bem. Você se lembra daquela dupla dinâmica de cientistas, mencionados no artigo anterior (Memoriol aqui)? Pois então você se lembra que eles realizaram uma série de experimentos notáveis, que forneceram evidências de que direcionar certos pensamentos pode afetar o próprio corpo, objetos inanimados e praticamente todo tipo de coisas vivas, desde organismos unicelulares até seres humanos.
Durante mais de 25 anos, Jahn e Dunne conduziram o mega-experimento de quantificar a “micropsicocinese”, ou seja, o efeito da mente sobre geradores de eventos aleatórios, REGs [random-event generators], que seriam o equivalente eletrônico do antiquíssimo cara-ou-coroa.
O produto dessas máquinas (o equivalente computadorizado do cara-ou-coroa) é controlado por uma freqüência aleatoriamente alternada de pulsos positivos e negativos, que acabam por gerar o “cara” ou a “coroa” de acordo com a lei da probabilidade (lembra da “marvada”? Colinha à mão bem aqui ) 

Então, a configuração mais comum dos experimentos com REG é uma tela de computador alternando aleatoriamente duas imagens marcantes, por exemplo, caubóis e índios. Cada participante da pesquisa é colocado diante de um computador e tem a tarefa de influenciar a máquina para produzir mais vezes uma das imagens, como mais caubóis, por exemplo, depois tentar produzir mais imagens de índios, e por fim tentar não influenciar a máquina de jeito nenhum.
Depois de mais de 2,5 milhões de tentativas, Jahn e Dunne demonstraram que a intenção
humana pode sim influenciar esses aparelhos eletrônicos na direção especificada,  e detalhe: seus resultados foram repetidos por 68 investigadores independentes!!!!

Sabe o que significa isso? Quando um cientista fornece todos os dados referentes à sua pesquisa com o intuito de que ela possa ser reproduzida (e testada) por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo (no nosso caso, 68 vezes!), produzindo os mesmos resultados, isso quer dizer que ele agiu de acordo com o método científico.

Não é feitiçaria, é pura Ciência, minha gente!

E tem muito mais, que vou te contar tudinho no post seguinte.

Vem comigo?

Flávia Criss

San Francisco Bay,  19 de Setembro de 2017.